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Ficha técnica

Título Original: The Bounty Hunter.
Origem: Estados Unidos, 2010.
Direção: Andy Tennant.
Roteiro: Sarah Thorp.
Produção: Neal H. Moritz.
Fotografia: Oliver Bokelberg.
Edição: Troy Takaki.
Música: George Fenton.

Sinopse

Milo Boyd, um azarado caçador de recompensas recebe o emprego dos seus sonhos quando é designado a capturar sua fugitiva ex-mulher, a reporter Nicole Hurly. Ele acredita que o trabalho será dinheiro fácil, mas quando Nicole escapa para seguir a pista de um assassinato encoberto, Milo se dá conta de que nada é fácil entre ele e Nicole. Eles vivem passando a perna um no outro – até que se encontram numa fuga por suas vidas. Se eles achavam que a promessa de amar, honrar e respeitar era difícil – ficar vivos será ainda mais difícil.

Elenco

Jennifer Aniston, Gerard Butler, Gio Perez, Joel Garland, Jason Kolotouros, Matt Malloy, Jason Sudeikis, Adam Rose, Christine Baranski, Dorian Missick, David Costabile, Lynda Gravatt, Peter Greene, Jeff Garlin, Siobhan Fallon, Jayne Houdyshell, Cathy Moriarty, Ritchie Coster, Mark Budd, Mary Testa, Harry Zittel, Charles Techman, Tracy Thorne, Christian Borle, Amanda Dutton, Carol Kane, Edward Mitchell, Adam LeFevre, Charlie Hewson, Lou Sumrall, Brooke Allison, Eric Zuckerman, Wally Dunn, Mike Girard Sheehan, Shaun Hasas, Patrick Mitchell, Jason Babinsky, Eve Barakos, Chris Clemens, Jessica Czop, Bennett Dunn, Chris Haemmerle, Doug Henderson, Michael J. Kraycik, Danielle McKee, John Mitchell, Ken Myers, Matthew Nadu, Michelle Nagy, Joe Polito, Chuck Schanamann, Richard Shankman, Gilbert Soto, Anita Storr, Naeem Uzimann, Dan Van Wert, Kimberly Villanova, W.A. Walters, Steven Weisz, Jennifer Wiener, Henry Fleming Wood e John Wooten.

Confira o trailer de Caçador de Recompensas

Informações do Blu-ray

Estúdio: Sony Pictures
Tempo: 110
Cor: Colorido
Recomendação: 14 anos
Região do DVD: Multi-Região
Legendas: Inglês, Português, Francês, Espanhol
Formato de tela: Widescreen
Informações especiais: Idiomas do Filme: Inglês, Português, Francês (5.1 DTS-HD), Espanhol (5.1 DD) e Inglês Descritivo
Extras: Seleção de Cenas / Trailers / Making of / As Paradas na Estrada / Como Ser Mais Esperto do que um… / BD-Live / MovieIQ

Crítica

É impressionante como alguns atores e atrizes acabam se prendendo a tipos de personagens e, com as características deles, conseguem construir uma vasta filmografia, não necessariamente boa, mas eficiente e funcional em termos de bilheteria. Jennifer Aniston é um caso clássico que se encaixa neste perfil.

Pense nos últimos papéis que ela fez: O Amor Acontece, O Amor Pede Passagem, Separados Pelo Casamento e mesmo a série Friends. Em todos os casos a diferença entre os papéis é tão sutil e linha de condução dos filmes é tão similar que não é nem preciso assistir as produções para imaginar a atriz na história. Caçador de Recompensas não foge à regra e, de quebra traz outro estereótipo recente: o papel de galã de Gerard Butler.

O ator que ganhou notoriedade pela sua atuação em 300, já estrelou após essa produção outros dois filmes românticos – P.S. Eu Te Amo e A Verdade Nua e Crua, sempre abusando de olhares, do porte físico e de uma outra característica peculiar. O estilo ingênuo e romântico definitivamente não combina com o ator escocês então, como contraponto, em seus papéis Butler age como um “macho” desprezível, mas que no final das contas demonstra sensibilidade.

Caçador de Recompensas coloca ambos lado a lado e, além de utilizar esses artifícios já explorados em outras produções, reúne elementos de ação à la Sr. & Sra. Smith, num roteiro que contempla muitas locações, mas acaba recaindo num final óbvio e extremamente forçado.

Na trama Milo Boyd (Gerard Butler) é um ex-policial caçador de recompensas, atolado em dívidas. Seu trabalho é capturar foragidos e entregá-los à justiça para receber uma espécie de indenização. Até que, cai em suas mãos, a oportunidade de levar sua ex-mulher para a prisão. Nicole Hurley (Jennifer Aniston) está foragida depois de não comparecer a uma audiência para julgar um delito que cometeu.

Obviamente, para Milo localizá-la é apenas uma questão de tempo. Porém, Nicole está investigando um crime para o jornal que trabalha e os mafiosos envolvidos no caso, por coincidência, são os mesmos para quem Milo deve. É nesse ponto que as histórias se cruzam. Para aumentar o drama, ambos decidem relembrar o passado e as razões pelas quais o casamento não deu certo.

Embora haja alguns bons momentos, graças a situações divertidas em que os personagens são colocados, infelizmente na maior parte do tempo a produção soa clichê e se vale de uma fórmula repetida centenas de vezes no cinema norte-americano. Sim, funciona. Mas sim, em muitos momentos você terá a impressão de já ter visto um ou outro elemento em algum lugar.

Outro ponto que incomoda é a duração do filme, de quase duas horas. Muitas cenas, como a fuga de ambos para um chalé onde passaram a lua de mel ou mesmo a busca de Nicole por pistas de um de seus informantes, são desnecessariamente arrastadas e cansativas. Seria possível cortar ao menos uns vinte minutos de filme sem que ele perdesse suas características básicas. Ainda assim, muita coisa deixa de ser explicada e a opção final escolhida por Milo soa tão ridícula – ainda que uma outra surja evidente no mesmo momento – que chega a ser decepcionante.

Partindo para o básico ao invés de colocar algumas pitadas das características do seu olhar, o diretor Andy Tennant (do ótimo Hitch – Conselheiro Amoroso) opta por um trabalho meramente burocrático e comercial, que funciona até certo ponto graças ao carisma dos atores principais. No entanto, no final das contas, acrescenta muita pouco à cinematografia de todos os envolvidos e, menos ainda, para o espectador.

Nota 5

Ficha técnica

Título Original: Death at a Funeral.
Origem: Estados Unidos, 2010.
Direção: Neil LaBute.
Roteiro: Dean Craig.
Produção: William Horberg, Sidney Kimmel, Laurence Malkin, Chris Rock e Share Stallings.
Fotografia: Rogier Stoffers.
Edição: Tracey Wadmore-Smith.
Música: Christophe Beck.

Sinopse

A história fala sobre uma família disfuncional que se encontra no funeral do patriarca e se vê diante de um homem misterioso que ameaça contar a todos os presentes um segredo obscuro do falecido. A tensão toma conta da família e velhos conflitos vêm à tona.

Elenco

Keith David, Loretta Devine, Peter Dinklage, Ron Glass, Danny Glover, Regina Hall, Kevin Hart, Martin Lawrence, James Marsden, Tracy Morgan, Chris Rock, Zoe Saldana, Columbus Short, Luke Wilson, Regine Nehy, Bob Minor, Alexander Folk, Leslie Rivers, Bronwyn Hardy, Willi Willis, Jamison Yang, Betty K. Bynum e Katelyn Statton.

Informações do Blu-ray

Estúdio: Sony Pictures
Tempo: 92
Cor: Colorido
Recomendação: 12 anos
Região do DVD: Multi-Região
Legendas: Inglês, Português, Espanhol, Francês
Formato de tela: Widescreen
Informações especiais: Idiomas do Filme: Inglês, Português (5.1 True-HD), Inglês, Espanhol e Francês (5.1 DD)
Extras: Seleção de Cenas / Trailers (sem legenda) / Comentários / Erros de Gravação / Cenas Excluídas / Morte no Funeral e muito mais!

Um Homem SérioFicha técnica

Título Original: A Serious Man.
Origem: Estados Unidos / Inglaterra / França, 2009.
Direção: Ethan Coen e Joel Coen.
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen.
Produção: Ethan Coen e Joel Coen.
Fotografia: Roger Deakins.
Edição: Ethan Coen e Joel Coen.
Música: Carter Burwell.

Sinopse

Em 1967, Larry Gopnik é um professor que tem sua vida modificada quando sua esposa decide impedir que ele e seu estúpido irmão saiam de casa.

Elenco

Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Aaron Wolff, Jessica McManus, Peter Breitmayer, Brent Braunschweig, David Kang, Benjy Portnoe, Jack Swiler, Andrew S. Lentz, Jon Kaminski Jr., Ari Hoptman, Alan Mandell, Amy Landecker, George Wyner, Michael Tezla, Katherine Borowitz, Steve Park, Allen Lewis Rickman, Yelena Shmulenson, Fyvush Finkel, Ronald Schultz, Raye Birk, Jane Hammill, Claudia Wilkens, Simon Helberg, Adam Arkin, Jim Cada, Michael Lerner, Charles Brin, Michael Engel, Tyson Bidner, Phyllis Harris, Piper Sigel-Bruse, Hannah Nemer, Rita Vassallo, Warren Keith, Neil Newman, Tim Russell, Jim Lichtscheidl, Wayne A. Evenson, Scott Thompson Baker, Landyn Banx, Rachel Grubb, Sherilyn Henderson, Nicole Kruex, Lauri Mueller, Helen Murray, Lisa Pechmiller e Asher Pink.

Premiações

Indicado ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Original. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator – Comédia ou Musical (Michael Stuhlbarg). Indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro Original.

Confira o trailer de Um Homem Sério

Informações do DVD

Estúdio: Universal Pictures do Brasil
Tempo: 106
Cor: Colorido
Recomendação: 14 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Português, Inglês, Espanhol
Idiomas / Sistema de som:
Português – Dolby Digital 5.1
Inglês – Dolby Digital 5.1
Espanhol – Dolby Digital 5.1
Formato de tela: Widescreen
Informações especiais: Menu Interativo / Seleção de Cenas / Seleção de Legendas / Seleção de Idiomas

Crítica

Na década de 30, o físico austríaco Erwin Schrodinger criou um experimento que, posteriormente, ficou conhecido como “Gato de Schrodinger”. Sua tese propunha um paradoxo de causalidade em que duas alternativas contraditórias e opostas entre si poderiam coexistir simultaneamente.

Explicando: Schrodinger partiu do pressuposto que um gato vivo, colocado dentro de uma caixa, e estando à mercê de um veneno, pode estar simultaneamente vivo e morto. Isso porque, a menos que você realmente veja o gato dentro da caixa, qualquer opinião que você possa ter sobre ele nada mais é do que mera suposição. Essa teoria ganhou corpo dentro da mecânica quântica e ilustra o Princípio da Incerteza, outra teoria do gênero.

Qual a importância de compreender estes elementos para entender o filme Um Homem Sério, dos irmãos Coen? Significativa, tanto do ponto de vista em que o contexto do filme pode ser inserido quanto das nuances que a trama apresenta. Donos de uma filmografia que reúne produções respeitáveis como Fargo, O Grande Lebowski e Onde os Fracos Não Têm Vez, Joel e Ethan Coen, com raríssimas exceções, pautaram seus trabalhos pelo aspecto comercial.

Produzindo filmes singulares em termos de construção de personagens (intrigantes excêntricos) e diálogos repletos de finas ironias (sarcásticos e reflexivos) os irmãos Coen criaram em torno de si uma espécie de aura de referência. Basta ver alguns minutos de um de seus filmes, qualquer que seja, para que tenhamos a sensação de que “vemos algo que parece dos irmãos Coen”.

Se por um lado este é um belo exemplo da constante evolução do trabalho de ambos, por outro, aspectos como esse fazem com que público e crítica criem uma espécie de predisposição aos seus trabalhos, nesse caso positiva. Essa predisposição não é exclusividade deles, mas afeta a todos aqueles que por anos a fio tiveram mais trabalhos bons do que ruins em suas carreiras.

Assim, mesmo antes de assistir a um filme, presume-se que ele seja bom. O filme em si é visto com o propósito de confirmar uma tese e, ainda que ela não se confirme, o histórico anterior dos diretores funciona como um atenuante, pesando na avaliação final. Que ambos são reconhecidamente competentes, não resta dúvida. Que fazem filmes do seu jeito, sem pensar se haverá retorno financeiro ou não, também é certo. Agora, não é porque são competentes e fazem filmes “mais artísticos do que comerciais” que presumidamente seus filmes são necessariamente bons ou agradáveis.

Um Homem Sério parece usar essas premissas com maestria, tanto para contar sua história quanto para induzir ao público de que estamos de algo diferenciado. Na produção acompanhamos a pacata vida do professor de Matemática Lawrence Gopnik (Michael Stuhlbarg), um homem de família judia e que está às voltas com diversos problemas que o levam a uma situação de incertezas.

Sua esposa, Judith Gopnick (Sari Lennick) está pedindo o divórcio para ir viver com outro homem, de quem já é amante; seu filho, Danny Gopnick (Aaaron Wolff) passa os dias mais preocupado em conseguir maconha do que com qualquer outra coisa; assim como sua filha, Sarah Gopnick (Jessica McManus), que tem olhos apenas para a aparência e para as saídas com as amigas.

Levando ao extremo seus conceitos matemáticos, Gopnick não consegue fugir do raciocínio lógico de que para cada consequência existe uma causa. Assim, como um homem normal “que não fez nada”, não consegue entender o porque de tantos revezes em sua vida, uma vez que se considera “um homem sério e de fé” (e nesse ponto o fato de ele pertencer às rígidas tradições, mais uma vez, presume muita fé).

Gopnick busca uma explicação lógica para o que está acontecendo em sua vida junto aos rabinos da cidade. No entanto, com respostas metafóricas e vagas, que mais acrescentam perguntas do que esclarecem as causas, o professor aos poucos começa a se questionar diante de sua passividade. Se não há causa, por que há uma consequência? Seria possível que o universo funcionasse de maneira aleatória?

O dilema do personagem é ricamente ilustrado em três circunstâncias. As duas primeiras surgem logo nos minutos iniciais do filme. O prólogo nos mostra uma pequena história onde a incerteza e a fé se cruzam. Um homem, que se imaginava morto, surge repentinamente na vida de um casal. Mesmo estando diante dele, a mulher custa a acreditar que ele esteja vivo e o acerta com uma faca, acreditando ser ele uma ilusão. Temos fé se sobrepondo a certeza e se alimentando da incerteza.

Na cena seguinte, uma montagem paralela, utilizando um princípio básico de edição, nos leva a crer que um jovem, ouvindo música em um walkman, é a mesma pessoa que aparece mais velha fazendo exames médicos no ouvido. O princípio causa / consequência mais uma vez é questionado, já que logo no momento seguinte vemos que, na verdade, ambas as histórias não têm nada em comum.

Momentos como esse, em que causa e consequência são colocadas lado a lado, apenas para serem negadas, existem em abundância no filme. O que poderia ser uma tomada de partido dos irmãos Coen contra a fé essa “lei universal de causalidade” acaba se revelando apenas mais uma possibilidade, uma vez que também há cenas que sugerem o contrário. Ao ter uma atitude contra seus princípios morais, por exemplo, temos a sugestão que Gopnick foi castigado com uma enfermidade grave.

Se a maneira encontrada para expor esse paradoxo é inteligente e bem construída do ponto de vista da edição e da linguagem cinematográfica, com planos belíssimos e não convencionais frutos da fotografia singular do sempre competente Roger Deakins (Um Sonho de Liberdade), por outro lado o roteiro de Um Homem Sério nos apresenta uma narrativa tão formal que muito da mensagem se perde no meio do caminho devido à linearidade do ritmo com que tudo acontece.

A sensação é que não há altos e baixos ou não há clímax em momento algum. Se parte do sucesso de uma produção é fazer com que o espectador se identifique com um personagem, aqui ela praticamente inexiste, fazendo com que lê fique à mercê do olhar (nem sempre) curioso do espectador. A trama se desenvolve e acontece, mas a maneira como esse desenvolvimento é percebido pelo espectador é muito mais martirizante do que instigante.

Há muito tempo defendo que o melhor tipo de filme não é aquele que é extremamente divertido, do ponto de vista do entretenimento, nem aquele conceitualmente artístico, do ponto de vista estético, mas sim aquele que consegue equilibrar os dois aspectos, transmitindo uma mensagem inteligente (conteúdo) de uma maneira agradável que cative o espectador (entretenimento). Um Homem Sério acerta em cheio na arte, mas erra feio em se tratando de atratividade. E se o filme não é para o público (mesmo que um público restrito), para quem mais poderia ser?

Assim como o Gato de Schrodinger, Um Homem Sério pode ser visto como um bom filme ou um filme ruim, simultaneamente. Artisticamente bem concebido, mas muito longe de ser aprazível para o público. Afinal, de que vale a melhor das mensagens se ela não é compreendida? Talvez esse seja um dos paradoxos mais frequentes na cabeça dos artistas e que nós, o público, jamais venhamos a compreender.

Nota 7

Ficha técnica

Título Original: Miss Congeneality 2 – Armed and Fabulous.
Origem: Estados, 2005.
Direção: John Pasquin.
Roteiro: Marc Lawrence, baseado nos personagens criados por Katie Ford, Caryn Lucas e Marc Lawrence.
Produção: Sandra Bullock e Marc Lawrence.
Fotografia: Peter Menzies Jr.
Edição: Garth Craven.
Música: Randy Edelman e John Van Tongeren.

Sinopse

Após ficar conhecida como “o rosto do FBI”, a agente Gracie Hart precisa voltar as suas funções de policial para resolver o sequestro de dois amigos.

Elenco

Sandra Bullock, Regina King, Enrique Murciano, William Shatner, Ernie Hudson, Heather Burns, Diedrich Bader, Treat Williams, Abraham Benrubi, Nick Offerman, Eileen Brennan, Elisabeth Röhm, Leslie Erin Grossman, Lusia Strus, Molly Gottlieb, Susan Chuang, William O’Leary, John DiResta, Audrey Wasilewski, Marjorie Lovett, Michelle Page, Faith Minton, Eve Gordon, Kim Morgan Greene, Rachel Iverson, Regis Philbin, Joy Philbin, Thomas McGoldrick, Esteban Cueto, Octavia Spencer, Patricia Andrest Davis, Christopher Ford, James DuMont, Sue Tripathy, Brendan Patrick Connor, Affion Crockett, Brian Shortall, Vic Chao, Benny Nieves, Marcelo Tubert, Jayne Krashin, Rachel Smith, Adam LeFevre, Stephen Tobolowsky, Audrey Berger, Richard DeDomenico, Ivanan Trnik, Dana Lorge, Cynthia Pepper, Dolly Parton, Mary Ann Price, Lloyd Kino, Fusako Stevenson, Scott Noonan, Tracy Elizabeth Blackwell, Jeff Shelton, Emilio Giandomenico, Dori Kancher, Tim Clark, Ida Flammenbaum, Megan Cavanagh, Don Perry, Kimble Jemison, Susan Leslie, Emy Coligado, Gregory Stenson, Don Mirault, Mark S. Llewellyn, L. Sidney, Larry Edwards, Frank Marino, Brad Grunberg, Alan James Luzietti, Wendall Jackson, Boy Thomas, Lonnie Henderson, Bobby Newberry, Nancy Anderson, Nicole De Lecia, Alex Estornel, Michele Martinez, Jaayda McClanahan, Ayesha Orange, Tomasina Parrott, Christian Vincent, Todd Sherry, Max Shippee, Jasmine Jonas, Randy Sutton, John Bitley, Brian Kehoe, Russell S. Pernus, Sam Sadovia, Mitchell Tannis, Jason Toohey, Mark Weinhandl, Adam Austin, Cameron Milzer, Nate Bynum, Michael Kendall e Roxana Ortega.

Informações do Blu-ray

Estúdio: Warner Home Video
Tempo: 115
Cor: Colorido
Recomendação: 12 anos
Região do DVD: Multi-Região
Formato de tela: Widescreen
Idiomas / Áudio do Filme: DTS-HD Master Áudio: Inglês 5.1 / Dolby Digital: Castelhano 5.1, Português (Brasil) 5.1
Legendas: Inglês (Para Deficientes Auditivos), Português (Brasil) e Espanhol
Extras: Deleted Scenes

Informações do DVD

Estúdio: Warner Home Video
Tempo: 115
Cor: Colorido
Recomendação: 12 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Português, Espanhol, Inglês
Idiomas / Sistema de som: Português, Inglês

Ficha técnica

Título Original: Up in the Air.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Jason Reitman.
Roteiro: Jason Reirman e Sheldon Turner, baseado em livro de Walter Kim.
Produção: Jeffrey Clifford, Daniel Dubiecki, Ivan Reitman e Jason Reitman.
Fotografia: Eric Steelberg.
Edição: Dana E. Glauberman.
Música: Rolfe Kent.

Sinopse

Ryan Bingham é um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Quando não está no trabalho, ele gosta de passar o tempo em quartos de hotéis pouco conhecidos e cabines de vôos. Com uma carta de demissão na mesa de seu chefe, e a promessa de trabalho em uma misteriosa firma de consultoria, Bingham está perto de conquistar o seu principal objetivo: conseguir um milhão de milhas como passageiro. Baseado no livro escrito por Walter Kirn.

Elenco

George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman, Amy Morton, Melanie Lynskey, J.K. Simmons, Sam Elliott, Danny McBride, Zach Galifianakis, Chris Lowell, Steve Eastin, Marvin Young, Lucas MacFadden, Adrienne Lamping, Meagan Flynn, Dustin Miles, Tamara Tungate, Laura Ackermann, Meghan Maguire, Courtney Kling, Matt O’Toole, Alan David, Erin McGrane, Cari Mohr, Jerry Vogel, Adhir Kalyan, Jeff Witzke, Dave Engfer, Paul Goetz, Michelle Reitman, Jennifer Nitzband, Bill Yancy, John Mebruer, Ellen Gutierrez, Kevin Pila, Kelly Berth, Cozy Bailey, Lamorris Conner, Deborah L. Norman, Casey Bartels, Billy Phelan, Arthur Hill, Patricia Allison, David F. Rybicki, George Batten, Jo Michelle Favaro, Andy Glantzman, Marlene Gorkiewicz, Stephanie Janiunas, Scott Lapinski, K. Darnell Lewis, Thomas M. Martilotti, Grace Smith, Mark Sommers, Wilbur Weidlich, Erin Welsh-Krengel, Ed Callison, Doug Fesler, Andrew Kruczynski, Mallory Scott e Lauren Mae Shafer.

Premiações

Globo de Ouro de Melhor Roteiro. BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (George Clooney), Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick), Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga) e Melhor Roteiro Adaptado. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Geroge Clooney), Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga) e Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick). Indicado ao BAFTA de Melhor Filme, Melhor Ator (George Clooney), Melhor Atriz Coadjuvante (Anna Kendrick), Melhor Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga) e Melhor Edição.

Confira o trailer de Amor Sem Escalas

Informações do Blu-ray

Estúdio: Paramount Pictures
Tempo: 109
Cor: Colorido
Recomendação: 14 anos
Região do DVD: Multi-Região
Legendas: Inglês, Português
Idiomas / Sistema de som:
Inglês – Dolby Digital 5.1
Português – Dolby Digital 2.0
Formato de tela: Widescreen

Informações do DVD

Estúdio: Paramount Pictures
Tempo: 109
Cor: Colorido
Recomendação: 12 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Inglês, Português
Idiomas / Sistema de som:
Inglês – Dolby Digital 5.1
Português – Dolby Digital 2.0
Formato de tela: FullScreen

Crítica

Não importa o quão repetitiva uma ideia possa ser, sempre haverá uma possibilidade de executá-la de uma maneira diferente. E, o que é mais interessante, sempre haverá a possibilidade de encantar e conquistar o espectador ao colocá-lo frente a frente com situações limite, conquistá-lo e depois subverter suas expectativas.

Amor Sem Escalas não se enquadra apenas na categoria drama. É também comédia. É também romance. E nem por isso se perde, ou ainda pior, apela para a mesmice e a repetição característica de histórias do gênero. A ordem aqui é quebrar as expectativas. E isso é conseguido às custas de dois elementos-chave: um roteiro inteligente e atores carismáticos interpretando personagens tão verossímeis quanto eu ou você.

Escrito e dirigido por Jason Reitman (Juno) – assina ainda o roteiro Sheldon Turner (Big Stan – Arrebentando na Prisão), numa adaptação do livro de Walter Kirn – Amor Sem Escalas prenuncia algo de bom já em sua premissa e confirma a suspeita logo na apresentação dos seus personagens.

Na trama acompanhamos o dia a dia de Ryan Bingham (George Clooney), um alto executivo de uma empresa cuja missão não é das mais nobres: ele é o encarregado de demitir pessoas por todo os Estados Unidos, assumindo o papel em empresas que não tem coragem de dispensar seus próprios empregados. Sua vida é no ar. Dos 365 dias do ano, Ryan passa mais de 300 longe de casa. E se orgulha disso.

Consultor motivacional, suas palestras versam sobre o tema da liberdade como ponto de partida para a ousadia. Sem coisas, lugares e pessoas a se prendem, podemos voar mais alto e apostar sem medo de perder. Da mesma forma, Ryan não envolve em relacionamentos sérios – ou compromissos. Tudo se resume a parceiras de encontros casuais e pequenas aventuras.

Sua vida muda por completo quando a jovem psicóloga Natalie Keener (Anna Kendrick) é contratada pela empresa e, de imediato apresenta uma nova proposta: substituir as dispendiosas viagens aéreas para demissões presenciais por demissões online via videoconferência. E é nesse ponto que temos algo especial e diferente.

Embora Ryan, pelo seu perfil frio, metódico e calculista pareça insensível ou egoísta ele é o primeiro a se levantar contra a ideia “insensível” das demissões virtuais. Por outro lado Natalie, de quem poderia se esperar um pouco mais de compaixão mostra-se dura e decidida a seguir adiante com sua ideia. A proposta é colocada à prova em uma viagem sugerida pelo chefe de ambos, para que Ryan, mais velho, possa ensinar a ela os caminhos tortuosos da profissão.

É justamente a viagem que inicia uma jornada de transformação em ambos. Se Ryan por um lado é obrigado a suportar a convivência com outra pessoa, por outro Natalie conhece na prática como seus pré-conceitos e ideias podem soar como meros rótulos sem muito significado. Acostumada a um estilo de vida onde para que tudo fizesse sentido era preciso estar em busca de um ideal, a jovem é apresentada a um outro lado, mais despojado e realista.

Já Ryan, pela primeira vez, alimenta uma relação com uma recém-conhecida. Não Natalie, como seria óbvio numa comédia romântica, mas Alex Goran (Vera Farmiga), uma executiva da sua faixa etária e com um perfil muito similar: muitas viagens a negócios e satisfação por encontros casuais e nada mais.

A afinidade entre o trio impressiona. George Clooney e Vera Farmiga parecem formar um par perfeito. Clooney personifica o estereótipo do homem de negócios elegante, inteligente e irônico, do tipo que espera conquistar qualquer mulher apenas com um sorriso e um drink. Já Vera Farmiga conduz o papel de uma mulher que consegue se impor quando quer, fazendo às coisas à sua maneira, sem deixar de ser feminina ou perder sua sutiliza. Ambos, porém, são mais experientes e, com o currículo que têm não é nenhum espanto o bom desempenho.

A agradável surpresa fica por conta de Anna Kendrick (Lua Nova). Diferente de papéis inexpressivos de produções anteriores, em Amor Sem Escalas sua desenvoltura contribui muito a ponto de ela servir como um contraponto perfeito para o papel de George Clooney. Mais do que isso, sua personagem sofre profundas transformações ao longo da trama e, com muita naturalidade, a atriz conduz essa mudança sem soar forçada em nenhum momento, sendo responsável até mesmo por alguns bons momentos bem humorados.

Com personagens não agindo da maneira como o público espera, teimando em surpreender não de maneira proposital, mas com muita sutileza, o belo trabalho de roteiro ainda apresenta diálogos convincentes e espelha, com muita propriedade, o pensamento cotidiano de grandes corporações bem como a maneira persuasiva que alguns dos seus funcionários desenvolvem para sobreviver no mercado.

O excelente roteiro e as boas atuações são complementados por bons trabalhos de edição e fotografia. O primeiro é utilizado com muita propriedade para ressaltar a “batalha em curso”. A sequencia inicial, com Ryan montando e desmontando sua mala enquanto passa por um aeroporto, se assemelha a um soldado preparando sua arma para o campo de combate. A alusão, nesse caso, é perfeita e a maneira como é ilustrada também. Alguns cortes secos entre sequência de sentidos distintos também contribuem para que o clima denso seja mantido.

Já o trabalho de fotografia – dirigido por Eric Stellberg (500 Dias Com Ela) – da mesma forma é extremamente feliz ao enquadrar momentos de solidão – há uma sequência quase no final do filme, em que Ryan e Nicole são mostrados de costas e apenas a silhueta de ambos se destaca diante de uma parede de vidro que é belíssima; em outro momento, uma Natalie sozinha em uma sala com cadeiras espalhadas por todos os lados indica que ele não pertence àquele lugar – ou ainda de revelação – outra cena com Ryan em um aeroporto diante do painel de destinos de embarque é composta de maneira exemplar, ressaltando a expectativa do personagem. Algumas tomadas aéreas, mostrando as cidades por onde o executivo passa de uma maneira nada convencional servem também para ilustrar o modo com que o personagem vê o mundo.

Em termos de cinema e desenvolvimento de roteiro Amor Sem Escalas é perfeito a ponto de conseguir causar uma quebra na expectativa do espectador tenha ele se colocado no lugar de qualquer um dos três personagens principais. As revelações finais são surpreendentes e acentuam ainda mais a transformação pela qual cada um deles passa.

Sozinho em meio à multidão Ryan Bingham se sente completo e feliz, carregando sobre os ombros uma mala vazia de esperanças. Sua transformação, ao final, se mostra realista e muito mais intimista do que explícita, num desfecho corajoso e, mais uma vez, longe do convencional do cinema hollywoodiano. Nem mesmo a infeliz tradução brasileira do título para Amor Sem Escalas – numa clara tentativa de vendê-lo ao público como comédia romântica – soará como propaganda enganosa. Afinal, se a ideia é surpreender e subverter as expectativas quem for ao cinema esperando uma boa dose de risadas com açúcar terá a oportunidade de saborear uma boa dose de realidade.

Nota 9