Arquivos para ‘Suspense’ Categoria

Ficha técnica

Título Original: Carriers.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Àlex Pastor e David Pastor.
Roteiro: Àlex Pastor e David Pastor.
Produção: Ray Angelic, Anthony Bregman e Robert Velo.
Fotografia: Benoit Debie.
Edição: Craig McKay.
Música: Peter Nashel.

Sinopse

Quatro amigos fogem de um vírus que está se espalhando por toda parte, mas logo percebem que são mais perigosos do que qualquer doença.

Elenco

Lou Taylor Pucci, Chris Pine, Piper Perabo, Emily VanCamp, Christopher Meloni, Kiernan Shipka, Ron McClary,  Moses, Josh Berry, Tim Janis, Dale Malley, Dylan Kenin, LeAnne Lynch, Jan Cunningham, Mary Peterson, Sequoyah Adams-Rice e Brighid Fleming.

Confira o trailer do filme Vírus

Informações do DVD

Estúdio: Playarte
Tempo: 84
Cor: Colorido
Recomendação: 14 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Português, Inglês
Idiomas / Sistema de som:
Português – Dolby Digital 2.0
Inglês – Dolby Digital 2.0
Formato de tela: FullScreen

Ficha técnica

Título Original: Dorothy Mills.
Origem: Irlanda / França, 2008.
Direção: Agnès Merlet.
Roteiro: Agnès Merlet e Juliette Sales.
Produção: Olivier Delbosc, James Flynn, Eric Jehelmann e Marc Missonnier.
Fotografia: Giorgos Arvanitis.
Edição: Monica Coleman.
Música: Nathaniel Méchaly.

Sinopse

Quando uma sombria e religiosa comunidade é sacudida pela morte de uma criança, uma psiquiatra é chamada para examinar Dorothy Mills, a adolescente acusada do crime. Apesar da resistência dos moradores, a terapeuta logo suspeita que Dorothy sofre de distúrbio de múltipla personalidade. Mas quando a garota fala com a voz do filho recém-falecido da médica, o que inicialmente parecia loucura pode ser o que os moradores acreditam… que Dorothy seja um canal com os mortos.

Elenco

Carice van Houten, Jenn Murray, David Wilmot, Ger Ryan, David Ganly, Gary Lewis, Rynagh O’Grady, Joe Hanley, Gavin O’Connor, Charlene McKenna, Louise Lewis, Ned Dennehy, Marie Mullen, Sean Stewart, Eamonn Owens, Ian Lloyd Anderson, Michelle Forbes, Helen Norton, David Murray, Niamh Shaw, Barbara Adair, Glenn Gannon, Clara McCormack, Jordan Lee McGrath e David Nesbitt

Informações do DVD

Estúdio: Paramount Pictures
Tempo: 101
Cor: Colorido
Recomendação: 16 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Inglês, Português
Idiomas / Sistema de som:
Inglês – Dolby Digital 5.1
Português – Dolby Digital 2.0
Formato de tela: FullScreen

Ficha técnica

Título Original: The Stepfather.
Origem: Estados Unidos, 2009.
Direção: Nelson McCormick.
Roteiro: J. S. Cardone, baseado em roteiro de Donald E. Westlake.
Produção: Greg Mooradian e Mark Morgan.
Fotografia: Patrick Cady.
Edição: Eric L. Beason.
Música: Charlie Clouser.

Sinopse

Após terminar a escola militar, Michael volta para sua casa e encontra sua mãe feliz no amor, com um novo namorado. Mas Michael suspeita do homem que sempre quer ajudá-lo. Ao assistir um programa de TV sobre procurados da polícia, Michael vê a caricatura de seu padrasto.

Elenco

Dylan Walsh, Sela Ward, Penn Badgley, Amber Heard, Sherry Stringfield, Paige Turco, Jon Tenney, Nancy Linehan Charles, Marcuis Harris, Braeden Lemasters, Deirdre Lovejoy, Skyler Samuels, Blue Deckert, Jason Wiles, Kara Briola, Jessalyn Gilsig, Cathy Schenkelberg, David Guzzone, Amandah Reyne, Carmen Mormino, Todd Cosgrove, Tracey Costello, Cheryl Anderson, Pride Grinn, Sean Moran, Jack Chang, Savannah Levin, Savannah Lathem e Vitaliy Versace.

Confira o trailer de O Padrasto

Informações do DVD

Estúdio: Sony Pictures
Tempo: 101
Cor: Colorido
Recomendação: 14 anos
Região do DVD: Região 4
Legendas: Inglês, Português
Idiomas / Sistema de som:
Inglês – Dolby Digital 5.1
Português – Dolby Digital 2.0
Formato de tela: FullScreen

Ficha técnica

Título Original: Case 39.
Origem: Estados Unidos / Canadá, 2009.
Direção: Christian Alvart.
Roteiro: Ray Wright.
Produção: Steve Golin e Kevin Misher.
Fotografia: Hagen Bogdanski.
Edição: Mark Goldblatt.
Música: Michl Britsch.

Sinopse

Uma assistente social salva uma garota de 10 anos de idade de seus pais. Porém, ela descobre que a história da menina é mais complicada do que parece.

Elenco

Renée Zellweger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Kerry O’Malley, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper, Crystal Lowe, Adrian Lester, Georgia Craig, Cynthia Stevenson, Tiffany Lyndall-Knight, Cindy Sungu, Philip Cabrita, J. Winston Carroll, Mary Black, Domenico D’Ambrosio, Michael Bean, Lesley Ewen, Jane Braithwaite, Paul Duchart, Bill Mondy, David Patrick Green, Davin Mackay, Sarah-Jane Redmond, Benita Ha, Dee Jay Jackson, Ryan Harder, Suzanne Bastien, Darryl Quon, Phillip Mitchell, Colin Lawrence, Taya Calicetto, Alisen Down, Dagmar Midcap, Adrian Hough, Terence Dament, Jillian Fargey, Michael Ryan, Danny Wattley, Vanesa Tomasino, Charles Zuckermann, Daniel Bacon, Ian Wallace, Camille Atebe, Kate Robbins, Fran Gebhard, Linden Banks, Alexander Conti, Sadie, Darren E. Scott, Norm Sherry e Ian A. Wallace.

Confira o trailer de Caso 39

Informações do Blu-ray

Estúdio: Paramount Pictures
Tempo: 109
Cor: Colorido
Recomendação: 12 anos
Região do DVD: Multi-Região
Legendas: Inglês, Português, Espanhol
Idiomas / Sistema de som:
Inglês – Dolby Digital 5.1
Formato de tela: Widescreen

Ficha técnica

Título Original: Shutter Island.
Origem: Estados Unidos, 2010.
Direção: Martin Scorsese.
Roteiro: Laeta Kalogridis, baseado em livro de Dennis Lehane.
Produção: Brad Fischer, Mike Medavoy, Arnold Messer e Martin Scorsese.
Fotografia: Robert Richardson.
Edição: Thelma Schoonmaker.
Música: Robbie Robertson.

Sinopse

Em 1954, uma dupla de agentes federais investiga o desaparecimento de uma assassina que estava hospitalizada. Ao viajarem para Shutter Island – ilha localizada em Massachusetts – para cuidar do caso, eles enfrentam desde uma rebelião de presos a um furacão, ficando presos no local e emaranhados numa rede de intrigas.

Elenco

Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine, John Carroll Lynch, Elias Koteas, Robin Bartlett, Christopher Denham, Nellie Sciutto, Joseph Sikora, Curtiss Cook, Raymond Anthony Thomas, Joseph McKenna, Ruby Jerins, Tom Kemp, Bates Wilder, Lars Gerhard, Matthew Cowles, Jill Larson, Ziad Akl, Dennis Lynch, John Porell, Drew Beasley, Joseph P. Reidy, Bree Elrod, Thomas B. Duffy, Ken Cheeseman, Steve Witting, Michael E. Chapman, Keith Fluker, Darryl Wooten, Michael Byron, Gary Galone, Gabriel Hansen, Guy A. Grundy e Dan Marshall.

Confira o trailer de Ilha do Medo

Informações do Blu-ray

Estúdio: Paramount Pictures
Tempo: 138
Cor: Colorido
Recomendação: 16 anos
Região do DVD: Multi-Região
Legenda: Português, Espanhol, Francês, Inglês e Inglês SDH
Formato de tela: Widescreen
Extras: Bastidores HD / No Farol HD
Informações especiais: Áudio: Inglês (5.1 DTS HD – MA), Português, Espanhol e Francês (5.1 Dolby Digital)

Crítica

Segundo a psicologia, a loucura é uma condição da mente humana caracterizada quando um indivíduo tem pensamentos considerados “anormais” pela sociedade. Funcionando como instituições coercitivas, por muitos anos os hospitais psiquiátricos funcionaram como uma espécie de depósito de “indivíduos problemáticos”, que ficavam à mercê de cuidados duvidosos e tratamentos violentos, ocasionando muitas vezes em quadros ainda piores.

Falar de pensamentos anormais é algo extremamente complicado. Se não há nenhum ser humano igual a outro, exigir que todos compactuem de uma mesma mentalidade coletivamente não só seria extremamente chato como também abriria o caminho para ditaduras e fanatismos. Mas essa seara já é outra história. A menção válida a anormalidade que serve como um interessante paralelo em Ilha do Medo é a maneira como a trama é apresentada.

O trailer da produção Ilha do Medo dirigida por Martin Scorsese é bastante revelador. Nele vemos um detetive do FBI chegando a uma ilha para investigar um suposto desaparecimento. Em seguida vemos o personagem indo em busca de pistas, se deparando com algumas confrontações, vivendo ilusões e sendo ameaçado de nunca mais poder deixar o lugar. Presumo que, com essas informações, já seja mais do que suficientemente possível prever o início o meio e o fim da história. A grande pergunta é: como ela acontece?

Criar um clima de tensão iminente, apresentar uma série de pistas ao longo da trama, confrontá-las e subverter a expectativa a cada nova sequência são apenas alguns dos elementos muito bem trabalhados pelo diretor na produção. A soma de todos eles é a grande responsável pelo fato de sermos apresentados a uma história, que já conhecemos o provável final, e ainda assim somos arrebatados a ficar diante da tela até o último segundo para confirmar nossas suposições.

Com um visual típico do cinema noir, numa ambientação da década de 50 com bons trabalhos de figurino e direção de arte, o primeiro elemento a se destacar em Ilha do Medo é a trilha sonora. Nos primeiros minutos da produção ela é incisiva, alta e contínua. Seu tom denuncia algo extremamente perigoso e que coincide com a entrada de Teddy Daniels (Leonardo Di Caprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) no Hospital Psiquiátrico Ashecliffe. A trilha se repete em outros momentos do filme, mas em nenhum um outro tão forte quanto no início, numa bela construção que nos mostra que o maior dos temores é estar dentro daquele complexo.

Lançado pistas a todo momento de maneira clara, Scorsese pontua a trama de uma maneira em que o passo seguinte sempre parece ser óbvio. No entanto, ainda assim, essa obviedade funciona como o melhor dos escamoteamentos para o verdadeiro atrativo da história: como esse processo se desenvolve. Aos poucos, a mesmas pistas óbvias e que se mostram verdadeiras começam a ser subvertidas e passamos a questionar o que temos certeza de ter visto. O que é verdadeiramente apresentado, e tomado como verdade pelo espectador, é colocado à prova com outra verdade possível. Assim, da mesma forma que há uma linha tênue entre a loucura (ou o que é considerado loucura) e a sensatez (ou o que a sociedade considera como sensatez), as verdades absolutas e as verdades possíveis se confundem, proporcionando ao espectador bons momentos de reflexão sobre a trama e também sobre o tema.

Outro elemento importante no cenário construído por Scorsese é a junção de fragmentos de sonhos para justificar elementos de transformação. Todos eles são apresentados com uma fotografia diferenciada, muita mais vívida em relação à realidade, ora destacando todo um ambiente, como a sequencia da casa de Teddy em chamas, ora tendo como foco apenas um elemento cênico, como nas sequências que apresentam Teddy em ação durante a Segunda Guerra Mundial.

Tendo estrelado diversas produções de Scorsese ao longo dos últimos anos, é notável a evolução de Leonardo Di Caprio como ator. Traçando um paralelo, há dez anos o ator participava do fraco filme A Praia, onde em muitos momentos precisava demonstrar em sua atuação mudanças ou distúrbios em sua personalidade. No filme dirigido por Danny Boyle o resultado era uma figura caricata e pouco interessante. Em Ilha do Medo, Di Caprio conduz uma transformação equilibrada do personagem, muito mais verossímil e competente, prova que os três trabalhos anteriores que realizou com o diretor – Gangues de Nova York, O Aviador e Os Infiltrados – tiveram uma ótima influência em seu desempenho.

Numa filmografia tão rica, dizer que Ilha do Medo está entre os melhores trabalhos de Martin Scorsese talvez não seja um elogio demasiado. No entanto, para um diretor que tem no currículo filmes como Taxi Driver e Touro Indomável, manter uma média com esse nível de excelência é algo, infelizmente, impraticável. Em Ilha do Medo, Scorsese entrega um ótimo resultado final, numa produção que garante reflexão, suspense e um nível estético atraente para o espectador.

Sua proposta ousada funciona. Em Ilha do Medo o que mais importa não é o final em si, mas sim todo o caminho percorrido para se chegar até ele. A abordagem vai de encontro à maioria das produções de suspense e terror que são despejadas nos cinemas todos os anos, em que vemos uma condução fraca com um final repleto de reviravoltas, o que de certa forma, serve mais uma vez para mostrar o seu valor como diretor. Curiosamente a maneira como a história é estruturada serve perfeitamente como uma metáfora para o que julgamos ser a loucura. Afinal, não é o que você pensa, mas sim como você age que o torna aceitável, ou não, para a maioria da sociedade. Até agora, o filme mais relevante de 2010.

Nota 9